E se pudesse substituir o coração por gelo?
E se pudesse tirar a dor por nada?
E se pudesse escolher entre o agora e o amanha?
E se pudesse mudar o passado?
São perguntas com resposta de um não.
Ainda por cima, não somos capazes de realiza-las,
Porquê?
Letras de uma canção.
Tentamos descrever o que sentimos,
O que queremos,
O que poderíamos fazer.
Não há maneira de a escrever.
Cada letra, tem o peso de cada dor engolida,
Cada palavra, tem o peso de cada lágrima escorrida.
Uma frase construída, vai caindo no chão,
No fim, o texto está completo e depois?
Lemos e vemos o quanto estamos destruídos,
O quanto somos fracos.
Sempre esteve ali,
E para não a perder, não arriscamos e passamos a ouvir ruídos.
A Vida é cheia de hipóteses.
Uns escolhem e arriscam,
Outros, limitam-se a olhar porque se esticarmos o braço não alcançamos…
Sentamo-nos e esperamos.
Fechamos os olhos e sentimos um arrepio.
Não existem palavras faladas,
Só o pulsar de batidas.
Respiramos fundo perdidas…
Nada do que tínhamos era nosso!
Nada do que queríamos deu certo.
O incerto continua ali, mesmo á nossa frente,
Será que tente?
Não somos assim,
O incerto não nos pertence.
Será medo?
Será?
O que queremos afinal!?
Já erramos uma vez,
Já existe uma história aos pedaços!
É tudo uma confusão,
Dentro do coração.
Talvez já esteja aqui,
Talvez seja o incerto, que nos traga o que precisamos…
Arriscamos?
Ou esperamos pelo certo e correcto?
Escrito por:
Fernandes
Fernandes
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