Sentas-te e reparas que a vida passa
Mas nada mudou nessa guerra fria,
O que querias?
Lutavas e desistias
De coisas que não temias.
Lembranças que eram nódoas
Daquelas velhas angústias que te perseguiam,
Esqueces-te e congelas-te
Mundo com sombras cheias de males,
E tu farta de os ajudares.
Uma voz travou esse abismo
Passado que se tornou mais que um presente,
Guerreira perdida no seu próprio "eu"
Só essa voz se apercebeu.
Deste tudo pelos outros e tudo perdes-te,
Nunca te queixas-te.
Caminhos longos onde magoas
Aquela voz que entristece,
Desiludes com as palavras que escreves
Sem dares por ela que a afastavas.
Dói pensar nas tuas roturas
E levantas-te continuando meia adormecida
História que te seguia.
Escrita por:
Fernandes
Fernandes
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